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Cortiça volta a ser o material de eleição do Serpentine Gallery Pavilion

200 metros quadrados de cortiça dão resposta ao desafio do estúdio Counterspace de construir uma instalação com foco na sustentabilidade. Notícias

A cortiça é, de novo, o material de eleição do Serpentine Gallery Pavilion. Fornecida pela Amorim Cork Composites, a matéria-prima volta ao lugar de destaque numa das exposições de referência da arquitetura mundial. São 200 metros quadrados de cortiça que, neste caso, dão resposta ao desafio do estúdio sul-africano Counterspace, liderado pela arquiteta Sumayya Vally, de construir uma instalação com foco na sustentabilidade.

“A cortiça foi escolhida devido à sua capacidade de moldação, maleabilidade e flexibilidade"

Sumayya Vally, recentemente reconhecida pela Times (2021 TIME100 Next List), é a 20º convidada a desenhar o Serpentine Gallery Pavilion. A mais jovem arquiteta escolhida para liderar o icónico programa de arquitetura da Serpentine afirma que “a cortiça foi escolhida devido à sua capacidade de moldação, maleabilidade e flexibilidade, capaz de recriar diversos espaços no pavilhão. Alinhando-se com o interesse do pavilhão em recuperar e reconfigurar o contexto, tanto local como material”.

Nesse pressuposto, e para além da cortiça que prima pelas suas credenciais de sustentabilidade únicas, uma matéria-prima 100% natural, ecológica, renovável, reciclável e reutilizável, na edificação do pavilhão são utilizados outros materiais verdes, incluindo aço reciclado para os elementos estruturais.

O Serpentine Summer Pavilion é concebido como um evento que, nesta edição, incluirá um conjunto de elementos móveis a instalar em diversos bairros de Londres para promover e facilitar encontros e interações improvisadas, em homenagem aos lugares e estruturas que consolidaram as comunidades ao longo do tempo. O projeto centra-se nas experiências das comunidades periféricas e de migrantes da capital britânica, sendo um convite à reflexão sobre ideias em torno da arquitetura, do design, do ambiente, da comunidade e do bem-estar.

Recorde-se que a primeira vez que a cortiça foi utilizada no Serpentine Gallery Pavilion aconteceu em 2012, num projeto assinado pelos arquitetos suíços Herzog & de Meuron e pelo artista chinês Ai Weiwei. Uma estrutura circular, integrando cerca de 100 peças de mobiliário de aglomerado de cortiça, também fornecidos pela Amorim Cork Composites, não deixou margens para dúvidas do impacto visual desta matéria-prima, sendo o mais visitado de todos os pavilhões de verão da famosa galeria de arte londrina.

O novo Serpentine Gallery Pavilion pode ser visitado até dia 17 de outubro.

 

Créditos Fotografias:

Serpentine Pavilion 2021 designed by Counterspace, Exterior View © Counterspace Photo: Iwan Baan

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