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A primeira loja internacional da Claus Porto é em Nova Iorque e é feita de cortiça

São 1.500 os módulos de cortiça em forma de diamante que se erguem numa fascinante arcada de 13 metros. Casos de Estudo

Tirando partido da precisão de moldação da tecnologia CNC, 1.500 módulos de cortiça em forma de diamante constroem uma impressionante arcada de 13 metros de comprimento. A cortiça aglomerada e pintada de branco, domina assim o espaço da loja da Claus Porto, em Nova Iorque, no bairro de Nolita (North of Little Italy).

“Trabalhar com cortiça para criar uma construção tridimensional desta envergadura, com este padrão facetado, foi um desafio. Contudo, permitiu-nos criar um sistema de módulos com aquela que é uma das matérias-primas mais renováveis.”

explica Jeremy Barbour da Taclkebox, responsável pelo projeto.

Os blocos de cortiça ganharam forma através da utilização da tecnologia da CNC e depois, um a um, foram combinados para testar o formato da construção.

Após a montagem de teste, a estrutura foi desmontada e os módulos transportados para o espaço da loja onde voltaram a ser combinados, em menos de 10 dias, dando forma ao imponente arco que acolhe quem entra. Os blocos de cortiça utilizados neste projeto são da Amorim Cork Composites e o parceiro de produção da Tacklebox em nova Iorque foi a Digifabshop.

A pintura em branco da cortiça confere-lhe uma apeto visual disruptivo, ao mesmo tempo que nos remete para as propriedades únicas sensoriais, de performance e ecológicas da cortiça, como a leveza, a flexibilidade e adaptabilidade, suavidade e sustentabilidade, sendo 100% natural e reciclável. O isolamento térmico e acústico também intrínseco a este material único contribuem para tornar o espaço confortável e acolhedor.

  • Criatividade e inovação na arquitetura e tradição portuguesas

    Inspirado nos arcos da estação de comboios de São Bento, no Porto — cujo projeto foi apresentado no mesmo ano da fundação da marca, 1887 — o arco cria uma espécie de túnel que os visitantes podem percorrer, apreciando as icónicas embalagens desenhadas à mão e imergindo nos aromas únicos da marca.

    Mas, as referências à cultura portuguesa não ficam por aqui. As 1.500 peças de cortiça, que dão relevo às paredes da loja e funcionam como espaço de apresentação dos produtos, são também uma alusão à fachada de azulejo da histórica Casa dos Bicos, em Lisboa.

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“Quando falamos da cortiça a quem entra na loja, o motivo que nos levou à sua escolha, a sua ligação a Portugal, o facto de Portugal ser o país maior produtor de cortiça, um material natural e sustentável, todos elogiam o design do espaço e a escolha desta matéria-prima.”

conta Maria João Nogueira Mendes, gestora de comunicação e relações públicas da Claus Porto.

  • Projeto premiado e considerado o "mais belo"

    O projeto desta nova loja da Claus Porto é da responsabilidade da Tacklebox Architecture, sob a direção do arquiteto Jeremy Barbour, cujo portefólio inclui uma série de outros espaços comerciais em Nova Iorque. Barbour elegeu a cortiça, uma das matérias-primas mais representativas de Portugal, como um dos elementos centrais do projeto, aproveitando a sua versatilidade e reinventando-a na forma como é apresentada e na funcionalidade que assume.

    A loja foi premiada na edição de 2019 dos AIANY Design Awards e considerada uma das 10 mais bonitas lojas do mundo abertas em 2018 pela AD, revista francesa de arte, decoração e arquitetura.

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“Era claro para nós que para o primeiro projeto internacional da Claus Porto, o objetivo era criar um espaço que servisse como portal para um património cultural e que seria importante trabalhar com materais verdadeiramente portugueses como são a cortiça e a mármore de Estremoz.”

explica Barbour.

Sobre a Claus Porto

A Claus Porto é a marca de luxo da Ach. Brito, a fábrica de sabonetes mais antiga em Portugal. Atualmente, os seus produtos, todos eles produzidos em Portugal, estão à venda em cerca de 60 países. Entre os pontos de venda encontram-se algumas das mais luxuosas department stores do mundo, como é o caso da Liberty London, no Reino Unido, do Le Bon Marché, em Paris, e dos espaços 10 Corso Como em Xangai e Seul.

www.clausporto.com

Sobre a Tacklebox

Dirigido por Jeremy Barbour, a Tacklebox é um inovador atelier de arquitetura em Nova Iorque que conta no seu portfólio com projetos de lojas de marcas como a Aesop, a Kenneth Cole e a 3.1 Phillip Lim. Faz parte da lista dos 50 melhores ateliers de arquitetura de interiores, da publicação The Architect’s Newspaper.

www.tacklebox-ny.com/

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